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Terça-feira, Dezembro 13, 2005
Primeiro encontro com Eeris - Parte IV
Sinto uma nova presença. Parece tanto com... ele! O Aventureiro! Mas o que faz aqui? Teria sido ele a disparar contra aquela aberração? Mas porque me salvaria, mais uma vez? Ainda estou muito tonta... e tão confusa. Será que ele está aqui mesmo, ou seria isto efeito do envenenamento? Não sinto mais meu corpo! Afinal, estou viva?
Calor... Sinto o aproximar do seu rosto... O ar fica mais denso. Tudo está turvo, contraio os olhos já fechados... quero ver melhor. Odor intenso e inodoro, perfume suave me cerca. Respiro fundo e lentamente, como que pressentindo o beijo, que de fato acontece. Num soluço inspiro forte o que sinto como se fosse o primeiro ar depois de uma vida sem poder respirar; é como se eu tivesse ficado debaixo d'água durante muito tempo e voltasse subitamente à superfície. Assustada, não tenho mais dúvidas: estou viva. A estranha consciência do meu corpo novamente toma conta de mim. Sinto o sangue correndo sob a pele e por entre os órgãos. Posso contar as células, sei aonde cada uma está.
Ao me deixar sentir tudo o que sou capaz de sentir quando estou perto dele, escolhi viver. Estranho a força desta interação nestes primeiros minutos de minha nova vida, e só me resta render-me a este intruso sentimento.
Depois do beijo ele ri.
E foge. Foge novamente.
Subitamente a eternidade da felicidade daquele pequeno momento é interrompida pela nova eternidade da profunda tristeza, da insegurança e da saudade. Algum dia nos encontraremos novamente? Ele irá me reconhecer?
Em algum momento me perdi do que me mantinha firme ao propósito, e ultimamente não era muito. Procuro em vão vestígios do que um dia me despertou todos os sentidos. Olhar profundo e beijo ardente desbotados na memória. Sem pensar, tento me agarrar a qualquer coisa que me faça sentir viva. Sempre fui viciada em sensações que me fizessem sentir assim. Rasgo, corte; deixo-me levar e destruir por suas palavras, nenhuma dor é forte o suficiente para que eu ao menos me importe com ela. Tudo agora é superficial.
Começa a escurecer ainda mais, e quando sinto que a qualquer momento não haverá mais luz irrompe o barulho de um disparo, seguido por um grito horrível.
É ela!
Teria sido ferida?
Fugiu. Não sinto mais sua presença.
The world stands still. I feel death surrounding me. Nothing changes, quite a confortable feeling. And all I can hear is her voice, saying how strong she is, how week I was to let she beat me and be like this, laid down, powerless right now.
She whisper the words of the evil's victory, and this make me dizzy. I feel deep sadness. It's so easy to bring me down as long as I am in this position, defeated, cause this way I don't have the strenght to even deny anything. It all seems so right, so true. I feel I'll listen to anything she says, even if I don't really agree with it. And so everything will only become worse, and I'll only become weaker.